Faz de conta que não faz mal.
A falta de compreensão, de disponibilidade, de tempo, de calma…o acumular de trabalho, o cansaço que cresce um bocadinho a cada minuto, a desarrumação mental…faz de conta que nada faz mal.
Há momentos em que ter limites não é permitido, porque a vida não vai parar até a capacidade de suporte voltar. Nem a vida, nem as pessoas, os lugares ou os momentos. Nada espera até que sejamos de novo capazes…tens de ser, aqui e agora, mesmo que cada novo passo te deixe mais fraco.
Mas faz, sempre, de conta que não faz mal.
E mesmo que todos os dias se tornem, verdadeiramente, insuportáveis…não faz mal. O amanhã será sempre um bocadinho pior.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Pust...
Decidi deixar de lançar "Um Objectivo Por Mês". Há alturas em que, mais prioritário do que definir objectivos, é mesmo viver. Esta é uma altura dessas.
sábado, 23 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O chão foge. Foge som a pressa de um comboio. Foge, cego e surdo. Foge enquanto eu corro desesperadamente para o apanhar. E, mesmo sabendo que nunca conseguirei ficar em igualdade, continuo a correr.
É uma corrida contra o tempo. É quase como querer continuar a combater numa batalha que há muito, não sei bem definir quando, foi perdida. Sem qualquer hipótese. Há batalhas para as quais não existem segundas oportunidades. Talvez nem primeiras. São apenas batalhas, em que combater não é uma opção, é uma necessidade.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Segundos.
Há sempre um momento em que volto ao ponto inicial. À estaca zero, ao momento em que tudo começou, mesmo que não saiba exactamente quando foi isso. Percorra eu os quilómetros que me puserem à frente. Avance eu até ao infinito. Num só segundo, sem saber como, estou de novo a sentir tudo como no primeiro momento.
E o mais interessante: sem nenhuma defesa, nenhuma estratégia, nenhuma aprendizagem, nenhuma solução. Como se na realidade, não tivesse mesmo percorrido quilómetros ou avançado no tempo.
O que eu quero dizer, é que quando uma coisa te marca verdadeiramente, aquele verdadeiramente que muda a tua vida, nunca, mas nunca mesmo, nada voltará a ser como antes. Quando te obrigam a alterar todos os teus hábitos. Quando és punido por fazeres aquilo que mais gostas. Quando nem o toque do despertador é igual. Quando o sorriso de quem mais amas te faz chorar. Quando tudo fazes para falhar, mas mesmo assim falhas. Quando sentes em cada acção uma limitação. Quando todos os dias há mais uma dificuldade. Quando fechas os olhos, na esperança de que tudo acabe por fim. Quando te odeias a ti próprio por seres como és. Quando a revolta grita mais alto que tu. Quando sentes que tudo o que constróis é em vão. Quando sentes que o mundo te foge. Quando te apetece gritar, mas já nem para isso há coragem. Quando as pessoas te fazem perguntas que nunca imaginarias ter de responder.
É porque tudo mudou, para sempre.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Ruído
Porque é que às vezes, na maioria delas aliás, não consigo ralhar? Porque é que não reajo? Porque é que não falo?
Mesmo quando já não consigo ouvir nem mais uma sílaba. Mesmo quando dentro de mim está a crescer um furacão. Mesmo quando só tenho vontade de gritar “Pára!”, ou “Cala-te!”, ou “Chega!”, ou “Não é nada disso!” Mesmo quando as lágrimas já balançam nos meus olhos.
Porquê? Porque é que não faço nada? Porque é que procuro dezenas de estratégias por minuto para me controlar, em vez de agir?
Porque é que só grito, ralho, reclamo, defendo, depois de me destruir?
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