quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Amnésia!

Somos selectivos em tudo. Talvez por uma questão prática, mas a maioria das coisas é memorizada de acordo com as nossas necessidades imediatas, a maioria das palavras ganha o significado que melhor nos satisfizer no momento. A vida tem a cor do nosso estado de espírito….um dia rosa, outro amarela, outro castanha, outro preto...
Tu és aquilo que fazes naquele momento. Em privado ou em público. Com amigos ou desconhecidos. Em casa ou na rua. Vales o valor das tuas palavras ou dos teus gestos. Vale a última palavra, vale o último gesto. Vale o último olhar, vale a última marca.
As palavras prenunciadas nas dezenas de dias por que já passámos, os momentos partilhados, os olhares cúmplices, o empenho ou o trabalho feito é apagado da memória. Até aquilo que és, aquilo que sabem de ti, é esquecido. Mesmo que seja somente uma amnésia “por simpatia” ou “por conveniência”, tudo isso é colocado de lado no exacto momento em que fracassas. No momento em que estás demasiado esgotado para continuares, em que as palavras e os gestos não são os mesmos, em que não te empenhas nem trabalhas, não ajudas nem falas, não és tu nem és ninguém, simplesmente porque não consegues…mesmo que esse momento dure apenas umas horas e que voltes a ser tu nas horas seguintes… não importa. São essas as palavras, são esses os gestos que te vão definir, aos olhos dos outros, de agora em diante.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Só para a minha Madrinha Jú...


“Só se pode dar quem arriscar sentir…”


“É que eu quero-te tanto…é sempre mais do que eu te sei dizer…”


“És uma espécie de outra margem de mim…”


“Era talvez um tempo de te amar…Era talvez um tempo de sentir…”


“Brindas sonhos ao relento… como quem junta os pedaços entre a loucura e a razão.”


“A forma da tua mão em mim…”


“E tu que sabes tanto de mim…tu que sentes quem eu sou…”


“Se eu podia viver sem ti? Podia, mas não seria a mesma coisa!”



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um Objectivo por Mês

Objectivo (Dezembro): Fidelidade aos meus princípios, áquilo que sou.

sábado, 28 de novembro de 2009

Gosto Tanto!

Hoje acordei com beijinhos. Beijinhos com cheiro a cereais. Vesti o meu robe e calcei as pantufas. Na cozinha, parecia que estava a minha espera, café e pãozinho quentinho. E o jornal Expresso...prontinho para me fazer despertar para a realidade do meu mundo.
O resto do dia pode resumir-se muito facilmente: eapalhei os meus papéis pela mesa da sala, liguei o computador, acendi a lareira, continuei com o pijama, o robe, as pantufas...e trabalhei, entre o computador e a internet, enquanto recebia beijinhos e abraços que só os irmãos mais novos sabem dar!
Porque há coisas que só a casa dos pais é capaz de dar :)

sábado, 21 de novembro de 2009

O Elefante Acorrentado

— Não consigo — disse-lhe. — Não consigo!

— Tens a certeza? — perguntou-me ele.

— Tenho! O que eu mais gostava era de conseguir sentar-me à frente dela e dizer-lhe o que sinto… Mas sei que não sou capaz.

O gordo sentou-se de pernas cruzadas à Buda, naqueles horríveis cadeirões azuis do seu consultório. Sorriu, fitou-me olhos nos olhos e, baixando a voz como fazia sempre que queria que o escutassem com atenção, disse-me:

— Deixa-me que te conte…

E sem esperar pela minha aprovação, o Jorge começou a contar.

Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.

No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um ani­mal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.

O mistério continua a parecer-me evidente.

O que é que o prende, então?

Porque é que não foge?

Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.

Fiz, então, a pergunta óbvia:

— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?

Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.

Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:

O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.

Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.

Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.

Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.

E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.

Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…

— E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.

Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.

Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»

Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.

Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:

Não consigo e nunca hei-de conseguir.

O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:

— É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.

»A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a forca do teu coração!

Jorge Bucay

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu gosto de sonhar!

“O meu sonho era ir ao futuro ver como eu e os meus amigos seríamos” Mafalda, 6 anos.

“O meu sonho era ter um cão lavrador preto.” Maria, 8 anos.

“Ontem sonhei que era modelo e que estava a desfilar na “passerela”.” Natacha, 8 anos.

“O meu sonho era ser dono de mil lojas de brinquedos.” João, 8 anos.

“O meu sonho é ser cantora e aparecer na televisão” Joana, 7 anos.

“Quando tenho sonhos, o barulho das ondas ajuda-me a adormecer.” Maria, 10 anos.

“O meu sonho favorito era ser cavalo marinho.” Sara, 8 anos.

“O meu sonho era que os mares estivessem limpos.” Beatriz, 6 anos.

É fácil não é?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um Objectivo por Mês

Objectivo (Novembro): Um conselho é um conselho e não uma exigência. E ninguém tem o direito de me cobrar o seu "seguimento".